sexta-feira, 15 de maio de 2009

Protocolos de Avaliação da DOR

O estudo da dor tem avançado muito nas últimas décadas, embora este ainda seja um fenômeno complexo e multidimensional.

Conforme citamos em uma postagem anterior (Dor - Um problema grave de saúde pública), a dor pode ser classificada de diversas maneiras.

A avaliação da dor também deve envolver esta multidimensionalidade. Ela é a base para um diagnóstico e tratamento bem sucedido. Lembrando, ainda, que qualquer consideração sobre a avaliação da dor envolve a credibilidade sobre a queixa principal referida pelo paciente.

Deste modo, o fisioterapeuta deverá sempre estar atento a determinados aspectos do quadro álgico de cada indivíduo, como:
- Tipo de dor;
- Local da dor;
- Etiologia da dor;
- Quando começou a dor;
- Resposta do organismo à dor;
- Quanto tempo dura a crise;
- Amplitude de movimento em que a dor aparece;
- Áreas de restrição ao movimento;
- Como alivia a dor;
- Sintomas associdados etc.

Os protocolos de avaliação, em sua maioria, são unidimensionais, permitindo quantificar apenas a intensidade da dor. A avaliação multidimensional pode ser feita através de instrumentos para a avaliação da dor, levando em conta a intensidade, a localização e o sofrimento ocasionado pela experiência dolorosa. Serão descritos abaixo aqueles que são os mais conhecidos e utilizados no meio acadêmico.

Escala Analógica Visual de Dor (EVA): É de fácil aplicação, alta precisão e sensibilidade. É a mais utilizada e aceita nos meios científicos, pois permite a mensuração imediata da intensidade da dor. Em uma linha que identifique (com palavras ou símbolos) nas extremidades um valor mínimo (à direita) e um valor máximo (à esquerda), o indivíduo marca a quantidade de dor que está sentindo no momento da avaliação.
Escala CR10 (Category-Ratio Scale) de Borg: Amplamente utilizada em estudos científicos. É uma escala de razão e de categorias, em que cada número equivale a um valor referencial de dor (0 – Absolutamente nada; 0,5 – Extremamente fraco; 1 – Muito fraco; 2 – Fraco; 3 – Moderado; 5 – Forte; 7 – Muito forte; 10 – Extremamente forte). Também é utilizada para quantificar quadros dispnéicos.

Escala de Dor de Faces: Consiste no desenho de faces alinhadas, sendo uma face neutra e as outras correspondentes às sensações variáveis de dor. É bastante utilizada nos casos em que o paciente tem dificuldade para se comunicar. Registra-se o número equivalente à face selecionada pelo paciente quando solicitado a classificar a intensidade de sua dor, de acordo com a mímica representada em cada face desenhada no papel. A expressão de felicidade corresponderá à classificação “Sem Dor”, enquanto a expressão de tristeza corresponderá à classificação de “Dor Máxima”.

Escala de Quantificação Verbal: Esta escala é um pouco limitada, pois se resume em identificar a dor com uma única palavra descritiva (nenhuma dor, dor branda, moderada, grave ou insuportável).
Escala de Quantificação Numérica: O paciente é questionado quanto à intensidade de sua dor e determina, entre o e 10, em que ponto da escala está a sua situação dolorosa. Zero corresponde à classificação “Sem Dor” e a 10 corresponde à classificação de “Dor Máxima”.

Escala Táctil Analógica (TAS): É uma escala de dor em relevo com todas as instruções em Braille.

Escala Análoga de Cores: As graduações da escala são marcadas por tons de vermelho, progressivamente mais escuros, permitindo que identifique melhor a intensidade da sua dor.

Questionário de Dor de McGill (MPQ): Consta de uma escala qualitativa de intensidade da dor e de um desenho do corpo humano, no qual o paciente assinala a localização da dor. Este instrumento investiga os componentes afetivos e sensitivos da dor, já que registra a localização, a intensidade e o comportamento da dor.

Escala Funcional de Dor: Relaciona a intensidade da dor com a incapacidade funcional durante a realização de uma determinada atividade.

Escala Comportamental (EC): Relaciona a lembrança da dor do paciente às suas atividades da vida diária. Zero corresponde à ausência de dor, enquanto 10 corresponde à persistência da dor mesmo em repouso.



Inventário Multidimensional da Dor (MPI): Permite a avaliação clínica, psicossocial e comportamental.

OLD CART: Avalia o início, a localização, a duração, as características, os fatores agravantes e atenuantes da dor, bem como os tratamentos aplicados. É útil na avaliação da dor em idosos.

Minimum Data Set: Avalia a dor vivenciada pelo paciente na semana anterior ao teste. Inclui dois itens que avaliam a freqüência e a intensidade da dor em uma escala verbal de três pontos.

Proxy Pain Questionary (PPQ): É conduzido por meio de uma entrevista, que consiste em uma avaliação de três itens (presença, freqüência e intensidade da dor). O primeiro item possui perguntas com o formato "sim" ou "não", e os dois outros itens são graduados em uma escala verbal de 13 pontos.

Atenção: Deve-se ter em mente que, nos recém-nascidos (RN), a avaliação deve ser feita por meio da observação das alterações metabólicas, fisiológicas (sinais vitais) e comportamentais (choro, postura e expressão corporal, nível de consciência etc). As escalas mais usadas nessa faixa etária são:
• Escala de Dor no Recém- Nascido e no Lactente;
• Sistema de Codificação da Atividade Facial Neonatal;
• Escore para a Avaliação da Dor Pós-Operatória do Recém-Nascido;
• Escala Perfil de Dor do Prematuro;
• Escala de Sedação COMFORT.

Lembramos que é de extrema importância a realização de uma avaliação minuciosa da dor e de seus vários aspectos e que a escala utilizada, para um determinado indivíduo, deverá ser sempre a mesma.

De tal modo, é necessária a utilização de uma linguagem comum entre o avaliador e o avaliado, assim como um ensino prévio à aplicação do protocolo escolhido.

Portanto, é fundamental que o profissional de saúde esteja ciente de que o indivíduo avaliado compreende corretamente a escala a ser utilizada.

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Fibromialgia


Dra. Helga Monteiro
Fisioterapeuta
Crefito: 75660-F

quarta-feira, 22 de abril de 2009

1° ANIVERSÁRIO DO BLOG FISIOSAÚDE


Há um ano foi criado o Blog FisioSaúde!!


A comemoração é em dobro!!

Nesta semana, após um ano de criação, chegamos aos 10.000 acessos!!


É com muita satisfação que comemoramos neste mês de Abril o nosso..1° aniversário.

Gostaríamos de agradecer aos leitores assíduos, visitantes e amigos que contribuíram direta ou indiretamente para a divulgação do nosso Blog, em especial àqueles que deixaram sua participação registrada.


É sempre uma alegria acessar este blog e ver a quantidade de acessos e de comentários aumentando a cada dia.

Continuaremos escrevendo sobre novos assuntos, valorizando cada vez mais a participação dos leitores.

A todos vocês, o nosso muito obrigada!


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O Blog Fisiosaúde está concorrendo ao PRÊMIO TOPBLOG!!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Indicação de Livro:

FIBROMIALGIA E FISIOTERAPIA: avaliação e tratamento
Autores: Amélia Pasqual Marques, Ana Assumpção, Luciana Akemi Matsutani




O livro Fibromialgia e Fisioterapia: Avaliação e Tratamento é fruto de um trabalho de quinze anos desenvolvido no Ambulatório de Fibromialgia do Serviço de Reumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Ele fornece meios que auxiliarão fisioterapeutas, acadêmicos e pacientes a entender melhor a fibromialgia, a partir de informações como descrição da avaliação completa dos sintomas da fibromialgia; instrumentos e protocolos mais utilizados para avaliá-la; imagens detalhadas do procedimento de dolorimetria e dos exercícios de alongamento; abordagem ampla do tratamento, com ênfase na fisioterapia; trabalho educativo e de auto-ajuda de pacientes; e dados de pesquisas clínicas desenvolvidas na área.

A obra também discute que a fibromialgia, mesmo sendo uma síndrome dolorosa crônica, é totalmente passível de controle.

A partir de uma mudança de atitude, pode-se promover a diminuição do sofrimento e a manutenção da qualidade de vida, dois grandes desafios dos profissionais de saúde na atualidade.

Editora: Manole

ISBN: 85-204-2468-6

Ano: 2007

Nº de páginas: 160

Encadernação: Brochura

Peso: 280.00 g




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terça-feira, 24 de março de 2009

Fibromialgia

A Fibromialgia é uma síndrome dolorosa crônica de etiologia desconhecida. É uma doença classificada como Reumatológica, mas que não causa deformidades físicas.

Os principais sintomas desta síndrome são:

  • dor muscular difusa;

  • fadiga muscular e sensação de cansaço;
  • rigidez matinal;
  • cefaléias;
  • distúrbios do sono;
  • disfunção cognitiva e afetiva;
  • dor e sensibilidade à palpação de pontos dolorosos específicos (tender points).

A síndrome se caracteriza também por uma redução da capacidade cardiorrespiratória, limitações funcionais, síndrome do intestino irritável, urgência urinária, além de distúrbios psicológicos, como a ansiedade e a depressão.

A maioria das pessoas acometidas é do sexo feminino, geralmente entre os 30 e 60 anos de idade.

Não existe uma causa específica, entretanto sabe-se que o estresse, baixas temperaturas e fatores emocionais são predisponentes para a doença. Alguns estudiosos afirmam que é uma doença relacionada com desordens no processamento sensorial (da dor), que afetam o sistema nervoso e provocam a amplificação dos sinais dolorosos.

(Fonte: http://www.eorthopod.com/public/files/Fibromyalgia.pdf)

A Fibromialgia pode estar associada a outras doenças reumatológicas, como a Artrite Reumatóide, a Síndrome de Sjögren e o Lúpus Eritematoso Sistêmico.

O diagnóstico se baseia na identificação dos pontos dolorosos e sensíveis (no mínimo 11), associado à queixa de dores difusas (por todo o corpo), principalmente na região da coluna, nas articulações e nos músculos, há pelo menos três meses, já que não existem exames laboratoriais específicos.

Ao todo, são 18 pontos localizados e bilaterais, esparsos nas regiões occipital, cervical baixa, dorsal, trapézio, supra-espinhoso, articulações condroesternais, epicôndilos laterais, glúteos, trocânter maior do fêmur e face medial dos joelhos.

(Fonte: http://www.aquilanoticia.com/images/1074_entre3.jpg)

O tratamento multidisciplinar é essencial para o controle da Fibromialgia.

O tratamento farmacológico e não-farmacológico deverá ser direcionado à sintomatologia apresentada. Diversos recursos terapêuticos devem ser aplicados:

  • Analgésicos, Antidepressivos, Hormônios etc.

  • Exercícios aeróbicos (caminhada, bicicleta, natação, caminha, corrida)
    *Exercícios de baixa intensidade são mais benéficos.

  • Exercícios de alongamento, aquecimento e relaxamento

  • Treinamento de força

  • Hidroginástica e Hidroterapia

  • Terapias Manuais (RPG, Quiropraxia, Massagem Terapêutica)

  • Crioterapia

  • Eletroterapia (TENS, Eletroacupuntura)

  • Acupuntura

  • Yoga

  • Psicoterapia

A Fibromialgia não tem cura, mas pode e deve ser controlada!

É importante que o indivíduo faça algumas mudanças no seu estilo de vida!


Algumas recomendações:

  • Evite tomar bebidas que contenham cafeína à noite;

  • Tente evitar situações que aumentem o seu nível de estresse;

  • Elimine tudo o que possa perturbar seu sono;

  • Tenha uma alimentação balanceada;

  • Evite carregar pesos;

  • Mantenha-se ativo;

  • Controle sua respiração;

  • Faça exercícios físicos leves regularmente;

  • Procure fazer exercícios de relaxamento com freqüência;

  • Se achar necessário, procure ajuda psicológica.

Lembre-se: o tratamento do portador de Fibromialgia deve ser diferenciado, baseado nas suas capacidades funcionais e cardiovasculares.


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Dra. Helga Monteiro

Fisioterapeuta – Crefito: 75660-F

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

DOR - Um problema grave de saúde pública

A dor é considerada uma experiência pessoal, emocional e sensorial desagradável, que está frequentemente associada a sensações de sofrimento, desconforto, ou angústia, devido à provocação dos nervos sensitivos que se encontram na medula espinhal e no cérebro.

A natureza da dor é complexa e está relacionada aos danos dos tecidos, lesões do sistema nervoso, a estados afetivos e às interações com o ambiente como um todo. Sua manifestação é subjetiva, pois cada indivíduo a expressa de forma característica e peculiar. Os fatores psicológicos, sociais e culturais são de importância fundamental na mediação do processamento da dor.

A dor é um problema grave de saúde pública! Nenhum outro sintoma físico é tão disseminado e freqüente. É considerada a principal causa de sofrimento e incapacidade. Sua ocorrência tem se tornado cada vez mais habitual, provavelmente em decorrência dos novos hábitos de vida da atual sociedade, da maior longevidade do ser humano, das alterações do meio ambiente e da menor tolerância ao sofrimento do homem moderno.

A prevalência da ocorrência da dor aumenta com o progredir da idade, principalmente devido ao desgaste das articulações e dos ossos advindos do processo de senilidade.

Entre os fatores que promovem a manutenção do quadro doloroso podem ser citados os distúrbios metabólicos e neurológicos, as tensões mecânicas e musculares e, principalmente, o estresse e a ansiedade.

A persistência da dor na vida de um indivíduo pode causar alguns efeitos em sua qualidade de vida, como náuseas, perda de apetite, diminuição da força e da resistência muscular, transtornos do sono, e até dependência química. Além disso, pode influenciar na integridade psicológica do paciente, causando alterações do humor, ansiedade, depressão, dificuldades de concentração, diminuição das relações sociais e da atividade sexual e afetiva.

Normalmente, a dor se inicia com um ferimento ou uma doença, podendo ser caracterizada em dois tipos essenciais: dor aguda, considerada um fator de alerta de algo ruim ocorrendo no organismo; dor crônica, que indica sofrimento e incapacidade funcional.

As muitas características da dor podem variar em uma mesma pessoa e a cada situação dolorosa em relação à localização, qualidade, intensidade, freqüência, natureza, etiologia e duração.


Alguns dos principais tipos de dor são: dor aguda, dor crônica, dor recorrente, dor progressiva, dor induzida, dor somática ou psicogênica, dor visceral, dor pós-operatória, dor de câncer, dor de cabeça ou enxaqueca, cervicalgia, dorsalgia, lombalgia, dor neuropática, dor por nocicepção, dor por desaferentação etc.

A dor ainda pode ser caracterizada como: cólica, queimação, com ardência, latejante, em pontada ou agulhada, de pressão, dor profunda, dor lancinante etc.

* Os diversos tipos de dor serão abordados em outro artigo por se tratar de um assunto muito extenso.

Fisiologia da Dor

Um evento doloroso pode resultar do excesso de estímulos nociceptivos (dolorosos) ou da hipoatividade do sistema supressor da dor (sistema de analgesia), ou até mesmo da associação destes dois eventos. A sensação de dor sinaliza destruição de um tecido por fatores mecânicos, térmicos ou químicos, que causam descargas nas fibras nociceptivas.

Basicamente, uma sensação de dor se inicia após uma ocorrência (física ou química), que ativa os nociceptores e as terminações livres dispostos nos tecidos do nosso corpo. Este estímulo percorre algumas via sensitivas periféricas, que vão em direção ao SNC (Sistema Nervoso Central). No cérebro, a informação é identificada e se transforma em sensação dolorosa.

A origem da dor também pode ser de origem central, geralmente devido a patologias neurológicas que acometem o SNC.

Porém, o nosso sistema nervoso é autêntico e consegue se defender destes estímulos indesejados que chegam até ele. O cérebro envia substâncias químicas e impulsos nervosos de volta à medula espinhal para que ocorram reações de defesa contra a excitação dolorosa prévia.

Essas substâncias químicas são chamadas neurotransmissores. Eles estão presentes nas células do trato nervoso e são responsáveis pela transmissão dos estímulos excitatórios ou inibitórios através das membranas das células.

Os nociceptores relacionados com as fibras C respondem à estimulação mecânica, térmica e/ou química intensas, e os relacionados às fibras A-delta respondem à estimulação mecânica e/ou térmica intensas. Os principais neurotransmissores nociceptivos das fibras aferentes A delta e C são o glutamato e a substância P.

Tratamento da Dor

É necessário o diagnótisco diferencial da dor, que indique qual é a sua verdadeira causa e que identifique os fatores que aliviam ou agravam o quadro doloroso.

Usualmente, a dor é tratada com medicamentos (analgésicos, psicotrópicos, anestésicos locais,antinflamatórios ou antiespasmódicos), bloqueios nervosos, radioterapia, fisioterapia, acupuntura e psicoterapia.

É importante que os profissionais da área da saúde e os centros especializados de assistência básica focalizem sua atenção nos pacientes de dor crônica e busquem o desenvolvimento de novas medidas de tratamento para a dor, baseadas nos avanços das pesquisas de ciências básicas.

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Dra. Helga Monteiro

Fisioterapeuta
Crefito: 75660-F

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Nota de esclarecimento

Caros leitores,

tivemos alguns problemas de tempo e de conexão neste último mês (Janeiro), por isso não pudemos colocar um novo texto neste blog.

Gostaríamos de avisar a todos que em breve divulgaremos um novo tema e responderemos aos comentários postados neste período.

Agradecemos a compreensão de vocês.

Tenham todos uma boa semana!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

FELIZ NATAL!!!

( Fonte:http://vaidireto.files.wordpress.com/2007/12/santa-claus.jpg)


Mais um Natal se aproxima... É o espírito de amizade que brilha todo o ano. É a esperança renascida novamente, para a paz, para o entendimento e para a benevolência dos homens.

Natal quer dizer um espírito de amor. Um tempo quando o amor de Deus e o amor dos seres humanos deveriam prevalecer acima de todo ódio e amargura... Um tempo em que nossos pensamentos e ações manifestam a presença de Deus.

Que neste Natal nossos pensamentos se modifiquem para melhor. E que nossos corações se encham de amor para todos aqueles que estiverem ao nosso redor.

Quando as mãos se unirem para desejar Boas Festas, que os corações se encontrem para uma total confraternização.

Que a Luz se faça e que refaça em todos os homens a fé renovadora, a força e a coragem, a inteligência, a razão. Que os homens se unam em pensamentos de boa vontade.

A Esperança é a realidade do novo ano que se aproxima. Que o Natal seja mais um momento em que as pessoas acreditem que vale a pena viver um novo ano.

Que Deus, em sua infinita bondade, abençoe e encha de paz nossos corações na noite de Natal.

Que esse novo ano que se aproxima seja uma porta aberta para novos sonhos, renovações de Fé e muita Paz para o nosso mundo.

Nós, do Blog FisioSaúde, desejamos que você tenha um ótimo Natal, cheio de alegrias, harmonia e tudo aquilo que os nossos sonhos nos fazem acreditar. E que o espírito do Natal permaneça presente em todos os dias deste novo ano.



Boas Festas!!!



FELIZ NATAL

e

FELIZ 2009!!!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Joelho Valgo e Joelho Varo

O joelho é uma das articulações mais complexas do nosso corpo. A anatomia do joelho permite grande amplitude de movimento, onde ossos, ligamentos, meniscos, tendões e músculos atuam direta e indiretamente para que esta seja executada com maior segurança, equilíbrio e estabilidade.

A articulação do joelho é envolvida por uma cápsula fibrosa e formada por 03 ossos: o fêmur côndilos femorais), a tíbia (platô tibial) e a patela (ou rótula).


(Fonte: NETTER, Frank H. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000. )

Entre as superfícies ósseas estão os meniscos e os discos fibro-cartilaginosos, que facilitam a livre movimentação das extremidades ósseas. Eles são auxiliados pelos ligamentos que estabilizam o joelho e ajudam a amortecer os impactos sobre as cartilagens.

As alterações mais comuns do joelho são: valgo ou varo. Quando não tratadas, essas alterações levam a uma distribuição assimétrica de carga sobre os côndilos femorais e os platôs tibiais, podendo favorecer ao desenvolvimento precoce da osteoartrose. As meninas têm maior tendência aos joelhos valgos e os meninos aos joelhos varos, devido à sua própria estrutura óssea.

Os desvios dos membros inferiores podem ter várias causas. Podem ser provocados por disfunções internas, como defeito na calcificação (raquitismo, osteomalácia), displasias epifisárias, tumores benignos (como encondromas ou cistos ósseos), infecções ósseas ou seqüelas de fraturas. Ou ainda por alterações externas, como retrações musculares, excessiva debilidade dos músculos e ligamentos, traumatismos etc.

As deformidades do joelho podem determinar disfunções importantes no membro inferior que apresentam conseqüências nas atividades da vida diária (AVDs), como dificuldade de caminhar, sentar e levantar, subir e descer escadas.

JOELHO VALGO (GENO VALGO) - pernas para dentro, em tesoura ou em X


Malformação que consiste na aproximação dos joelhos e no afastamento dos pés, caracterizando uma angulação medial do joelho e desvio do eixo longitudinal da tíbia e do fêmur para fora. O indivíduo apresenta adução e rotação medial do fêmur, associadas ao excesso de rotação da tíbia. Caso o problema seja bilateral, os membros inferiores apresentam uma forma típica em X.

O valgo, frequentemente, é atribuído à frouxidão do ligamento colateral medial, provocando uma instabilidade. Em geral, promove encurtamentos das estruturas musculoligamentares. Os principais responsáveis são os músculos internos da coxa, que se encontram retraídos, auxiliados por um músculo chamado tensor da fáscia lata, que é aproveitador da situação e fixa a deformidade. Pode ser também provocado por um problema ósseo, que provoca distribuição desigual de pressões sobre o joelho.

Vale ressaltar que, o aumento do peso corporal contribui para os desequilíbrios musculares na articulação do joelho.

JOELHO VARO (GENO VARO) – pernas arqueadas

É a deformidade que consiste no arqueamento das pernas, promovendo a projeção dos joelhos para fora da linha média do corpo, o que caracteriza um afastamento dos joelhos. O indivíduo apresenta abdução do fêmur e o excesso de rotação da tíbia.


É mais raro que o joelho valgo. Entre as causas mais comuns estão o raquitismo e as malformações congênitas.


Os músculos responsáveis pelo arqueamento, que estão retraídos, são o sóleo e o bíceps femoral, auxiliados pelo tensor da fáscia lata, fixador da deformidade. Pode estar presente a frouxidão do ligamento colateral lateral. Frequentemente, vem acompanhado de hiperextensão dos joelhos.

TRATAMENTO

O geno valgo/varo fisiológico, na maioria das vezes, se corrige espontaneamente, geralmente quando a criança adquire a posição ortostática (varo) e entre dois e seis anos (valgo).

Há casos em que são indicados os aparelhos corretores ortopédicos. Nos casos mais graves, ou quando a deformidade persiste, a indicação é o tratamento cirúrgico.

Na Fisioterapia, o tratamento consiste na realização de exercícios de alongamento e fortalecimento dos grupos musculares envolvidos. A técnica de Reeducação Postural Global® (RPG) é excelente para a correção do joelho.

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Influência do desenvolvimento e do ambiente em que se vive na postura corporal

Você mantém a postura correta quando está sentado?


CUIDE BEM DA SUA POSTURA!


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Dra. Helga Monteiro
Fisioterapeuta – Crefito: 75660-F

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Dia do Fisioterapeuta

Parabéns a todos os fisioterapeutas pelo nosso dia!


No dia 13 de outubro de 1969, foi regulamentado o Decreto Lei 938 que define como atividade específica do fisioterapeuta o desenvolvimento e a conservação da capacidade física de um paciente, além de ser reconhecido como profissional de nível superior. Desde então, o dia do fisioterapeuta passou a ser comemorado nesta data. Hoje, completamos 39 anos de regulamentação da Fisioterapia, que registrou grandes avanços, mas que ainda tem enormes desafios a vencer.

Parabenizamos a todos os Fisioterapeutas, desejando que se aperfeiçoem cada vez mais nesta linda profissão e que conquistem, através dela, a realização e o reconhecimento tão esperado por todos nós.

Que Deus nos ilumine e abençoe as nossas mãos, para que possamos sempre consolar, ajudar, tocar, reabilitar e curar quem nos procura. Que possamos levar sempre mais amor, sabedoria, carinho e consolo aos nossos! Que sejamos sempre responsáveis, éticos e incansáveis por conhecimentos...

"Todo cidadão que perde a sua independência em decorrência de um distúrbio na sua cinesia funcional, conhece a essencialidade do trabalho desenvolvido pelo fisioterapeuta”.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Pé Plano e Pé Cavo

Os pés são estruturas importantes para a sustentação corporal e para a locomoção do nosso corpo. Constituem partes complexas do corpo humano, formadas por ossos, músculos, bursas e tendões . Seus músculos e articulações são projetados para dar estabilidade e mobilidade às outras estruturas do membro inferior.

Eles devem possuir adequado formato anatômico - inclusive com um arqueamento na sola - para favorecer a distribuição do peso corporal, o equilíbrio e a deambulação (movimentação em pé).

Além disso, devem sustentar o peso corporal quando o indivíduo está em pé, com um mínimo de gasto de energia muscular. A capacidade de se adaptarem ao meio é imprescindível, de modo que absorvam as forças mecânicas e acomodem-se às superfícies irregulares por onde andamos. Do mesmo modo, eles também precisam ter a capacidade de tornar-se uma alavanca estrutural rígida que impulsione o corpo para a frente durante a marcha ou a corrida.

Para evitar as quedas, alguns sistemas sensoriais sofisticados, que compõem o nosso sistema nervoso central (SNC), controlam a postura e as relações entre corpo e meio em que vivemos, criando estímulos e transformando-os em sinais que permitem um ajuste constante dos músculos que controlam a postura.

Atenção!
* Os movimentos mecânicos básicos dos pés são afetados pelas propriedades do controle postural e biomecânico, ou mesmo pela instabilidade dos calçados que usamos.

Veja algumas alterações morfológicas dos pés e identifique o seu tipo de pé!

Fique atento para a necessidade de tratamento. Na maioria das vezes, o uso de sapatos ou palmilhas ortopédicas, a realização de fisioterapia e terapia medicamentosa são os tratamentos indicados. Em situações extremas, podem ser necessárias as intervenções cirúrgicas.


(Adaptado de: http://www.3bscientific.es/shop/andorra/modelos-miniaturas/serie-de-pes-medart-pe-normal-pe-chato-pe-torto-mam33,5_p_5_264_681_0_398_image_full.html)

Pé plano /Pé pronado

O pé plano é uma condição muito comum. Conhecido como “pé chato”. Caracteriza-se por uma postura pronada (uma inclinação dos ossos do tornozelo para dentro) da parte posterior do pé. Além disso, ocorre uma diminuição do arco longitudinal plantar, que vai desde os dedos até o calcanhar, condição na qual a maior parte da planta do pé fica em contato com o solo.

Essa condição se instala devido ao afrouxamento ligamentar, ou da fáscia plantar, que altera a curvatura fisiológica, resultando em prejuízo na funcionalidade estrutural dos pés. Tal sobrecarga, além de produzir calosidades, impõe alterações na marcha, com conseqüente perda de equilíbrio e lesões nas áreas de impacto.

Há pessoas com o pé raso que tendem a colocar o peso corporal todo para o lado medial do pé, como resultado da redução ou ausência do arco longitudinal do pé. Nesses casos, pode haver o aparecimento de dor e outros desconfortos, nos pés e em outras regiões do corpo, como joelho, quadril e coluna, podendo atingir até a região do pescoço e da cabeça. Em contrapartida, muitas das variações dos pés planos geralmente não causam dor nem outros problemas, de modo que a pessoa com essa alteração anatômica nem sabe que a possui. Na maioria dessas situações não há necessidade de tratamento.

* Em bebês e crianças

O arco longitudinal do pé começa se formar na infância, somente após a criança iniciar seus primeiros passos. É normal bebês não apresentarem as curvaturas nos pés. Caso persista após os dois anos de idade, os pais devem estar atentos para a necessidade de um tratamento ortopédico. Os sapatos servirão como molde para que a criança não sofra com futuras deformações. Raramente será necessário o tratamento cirúrgico, que é utilizado para corrigir desvios mais graves.




Pé cavo/Pé supinado

Também conhecido como “pé arqueado”. Apresenta elevação excessiva do arco longitudinal da base plantar do pé, desde os dedos até o calcanhar. O exagero dessa curvatura, se caracteriza pela distribuiçao do peso em apenas dois pontos, o calcâneo e a cabeça dos metatarsos (dedos dos pés). Freqüentemente, ocorre um desequilíbrio na distribuição dos pontos de pressão, que pode ocasionar dores e calosidades na base dos dedos.

Caracteriza-se por apresentar rigidez excessiva e inflexibilidade, dificultando o amortecimento das forças pelas arcadas plantares. Isso pode causar dificuldades de adaptação aos calçados - que, em geral, necessitam de suporte de arco - e dor ao realizar atividades como caminhar, correr e ficar longos períodos em pé. Em casos mais graves, pode causar incapacitação importante.

Sua causa pode ser neurológica, ortopédica ou neuromuscular.

* Geralmente são observados desvios compensatórios ascendentes em joelhos, pelve e coluna, associados ao calcâneo varo.

Cuidados: A melhor forma de compensar a rigidez e a falta de amortecimento de um pé cavo será com sapatos com características contrárias às do pé. Neste caso, o ideal é procurar sapatos que ofereçam mais flexibilidade e amortecimento de impactos. Outro fator é a acomodação do pé nos sapatos: além de uma boa folga no comprimento, o pé deve ajustar sem exceder a largura do sapato, promovendo a movimentação natural do pé.


Em caso de dúvidas, procure um especialista!

Ele poderá identificar se o seu pé é normal ou patológico.
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Dra. Helga Monteiro
Fisioterapeuta – Crefito: 75660-F

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Alongamentos

Pode ser em casa, no trabalho, na escola, na praia, na academia... O importante é alongar os músculos do corpo! Alongue-se!



sexta-feira, 11 de julho de 2008

Indicação de um livro para leitura:

A Longevidade do Cérebro
Autor: Dharma Singh Khalsa






Este não um simples livro falando sobre uma doença... Ele explica sobre o funcionamento do cérebro e o que você pode fazer para melhorar o desempenho dele.

Um programa revolucionário para melhorar a mente e a memória.

Quando a memória começa a falhar, é hora de prestar atenção ao que está acontecendo com o nosso cérebro. É possível deter os efeitos de seu envelhecimento através de um programa de normas alimentares, exercícios e meditação.
Contrariando o ponto de vista da medicina tradicional, o autor revela neste livro que é possível evitar doenças como a senilidade e o mal de Alzheimer, bem como minimizar seu desenvolvimento quando estes problemas já se manifestaram. Numa pesquisa inédita, ele mostra de que modo podemos fortalecer nosso cérebro, recuperando a concentração, energia e a capacidade de aprendizado. Partindo de suas descobertas sobre o hormônio cortisol, Dr. Khalsa comprova que ele acelera o envelhecimento da mente e mostra como combater seus efeitos.


Dharma Singh Khalsa é formado pela Creighton University School of Medicine, com especializações na University of California na San Francisco School of Medicine, na Harvard Medical School e na UCLA School of Medicine. É sócio-fundador e secretário da American Academy of Anti-Aging Medicine e membro da Gerontological Society of America.



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segunda-feira, 2 de junho de 2008

Cifose, Lordose e Escoliose

Nossa coluna vertebral é formada por várias vértebras: 7 cervicais, 12 torácicas, 5 lombares, 5 sacrais e 4 ou 5 coccígeas.

Uma coluna saudável possui quatro curvaturas fisiológicas, no sentido ântero-posterior: a Lordose cervical, a Cifose dorsal, a Lordose lombar e a Cifose sacro-coccígea. A curvatura escoliótica vai sempre ser considerada anormal por ser um desvio em sentido lateral, não fisiológico.




Quando não existe um alinhamento padrão, dizemos que surgem os desvios chamados Hipercifose (excesso de Cifose), Hiperlordose (excesso de Lordose) e Escoliose.

Hipercifose – É um exagero da curvatura posterior, geralmente encontrada na região torácica da coluna. Também chamada de dorso curvo, a Hipercifose é provocada por vícios posturais, fraqueza muscular, deficiências nutricionais (raquitismo), tuberculose óssea, fraturas e/ou luxações. A curvatura dorsal se acentua em relação ao normal principalmente quando se executa um trabalho que requer a posição curvada para frente durante muito tempo. Na coluna lombar, pode ocorrer uma inversão da curvatura anterior normal, ocasionando uma cifose lombar.

Hiperlordose – É um exagero da curvatura anterior normal para frente, encontrada nas regiões cervical e lombar. Na região torácica, pode ocorrer uma inversão da curvatura posterior normal, chamada lordose dorsal ou torácica. Na postura lordótica, aparece acompanhada por anteriorização pélvica e flexão da articulação do quadril. Entre as causas da Hiperlordose podem estar: vícios de postura, gravidez, obesidade, fraqueza dos músculos abdominais e raquitismo. Ela costuma ser pior nas mulheres que usam salto alto.



(Fonte:http://www.magnaspine.com.br/lordose.htm)

Escoliose – É um desvio patológico lateral da coluna vertebral (para a direita ou para a esquerda). A escoliose se caracteriza por apresentar tanto flexão lateral quanto rotação das vértebras. A coluna pode curvar-se em direção a um lado somente (em forma de C) ou pode ter curvaturas compensatórias (em forma de S). Pode ocorrer devido a assimetrias nas extremidades inferiores, após vícios de postura, proteção dolorosa, problemas neuromusculares, por malformação congênita ou adquirida. A escoliose congênita ou estrutural envolve uma rotação fixa das vértebras, o que a torna irreversível na maioria dos casos. A escoliose adquirida ou funcional é a mais freqüente, pode ser secundária a raquitismo, a fatores traumáticos, à tuberculose vertebral. Ela é reversível. Há também alguns casos de escoliose onde não se conhece a causa, estes são chamados idiopáticos.

(Fonte:http://www.magnaspine.com.br/escoliose.htm)

Para evitar os desvios morfológicos da coluna é necessária uma boa instrução sobre como evitar posições e atividades que induzem ao aumento das curvaturas fisiológicas, tranformando-as em patológicas.




Observe-se no espelho ou, se necessário, peça para alguém tirar uma foto sua enquanto você permanece numa posição habitual (sentado, de pé etc.) e depois na posição corrigida. No caso de uma criança, faça você mesmo e peça para ela permanecer na postura desejada. No final, compare as duas imagens e identifique os desvios apresentados na posição habitual que não devem ser estimulados no seu dia-a-dia.

Além disso, aproveite as outras dicas que já foram dadas neste Blog para cuidar bem da sua postura. Bom proveito!


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CUIDE BEM DA SUA POSTURA!


Dra. Helga Monteiro
Fisioterapeuta
Crefito 75660-F

sábado, 17 de maio de 2008

Influência do desenvolvimento e do ambiente em que se vive na postura corporal


Sabemos que é na infância que se instalam os primeiros desvios posturais, conhecidos como desvios do desenvolvimento. Durante a fase de crescimento, a coluna vertebral se torna mais vulnerável às forças mecânicas de estiramento, facilitando a progressão do aumento das curvaturas da coluna. É neste período que medidas corretivas devem ser aplicadas para evitar a evolução de um processo postural defeituoso.

A alimentação exerce forte influência sobre o desenvolvimento estrutural e funcional do organismo da criança e do adulto, devido ao valor nutricional dos alimentos. É possível que uma falha no estado nutricional causada por uma alimentação incorreta desenvolva atraso do crescimento da criança.

Alguns problemas do crescimento como excesso ou diminuição da mobilidade articular também podem ser prejudiciais. Eles podem causar lesão por distensão ou compressão nas articulações, tornando-as vulneráveis a possíveis desequilíbrios e conseqüente mau alinhamento estrutural.

Nossa postura corporal recebe influência direta do ambiente em que vivemos!

As atividades que o indivíduo executa diariamente são potencialmente limitativas ou incapacitantes. Nos casos em que não existe ainda alteração do alinhamento, existe a possibilidade que ela se desenvolva. Quando o indivíduo já apresenta tal alteração, é possível haver a piora do quadro defeituoso. Um exemplo acontece quando são realizados exercícios físicos, como ginástica e musculação, de maneira incorreta. Além disso, exercícios físicos que envolvem predominantemente um dos lados do corpo também têm efeitos nocivos ao equilíbrio muscular e vertebral (por exemplo: tênis e golfe).

As atividades ocupacionais geralmente são as maiores responsáveis por distúrbios na postura do indivíduo adulto, já que na maioria das vezes envolvem movimentos repetidos. Caso estes movimentos sejam realizados de forma errada, eles poderão causar sobrecarga tensional nas estruturais envolvidas, principalmente nos músculos.

As crianças sofrem quando estão na sala de aula, ao permanecerem sentadas por algumas horas na cadeira escolar. Deste modo, deve-se pedir aos professores para orientá-las quanto ao assento e ao encosto, posição da mesa em relação à cadeira, posição dos joelhos e dos pés.

Cuide-se! Atividades usuais como dirigir e utilizar o computador em casa podem ser consideradas atividades ocupacionais quanto aos cuidados com a postura.



CUIDADOS COM A POSTURA SÃO ESSENCIAIS PARA UMA VIDA SAUDÁVEL!!



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sexta-feira, 9 de maio de 2008