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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

BOA POSTURA NA GESTAÇÃO E NA AMAMENTAÇÃO!


A gravidez provoca grandes mudanças na vida da mulher, nos ossos, nas articulações e nos músculos, além de todas as outras alterações sistêmicas.
Sabe-se que ocorrem, também, mudanças no centro da gravidade, à medida que a barriga cresce, ele é deslocado para frente, o que implica grande mudança na imagem corporal.
O peso extra na frente do corpo sobrecarrega a coluna lombar, aumentando as curvaturas normais que existem na coluna, o que implica falta de comodidade para sentar, andar, dirigir e até mesmo dormir.


BOA NOTÍCIA: Mudança de hábito e as adaptações da rotina diária favorecem o bom convívio com tais inconvenientes e permitem que a gestação seja um período marcado por momentos de conforto e prazer...

CUIDADOS BÁSICOS
Uma gestante deve evitar levantar e carregar peso!
Evite usar salto alto!

Prefira pedir auxilio para outra pessoa. No entanto, objetos leves podem ser carregados desde que os traga muito próximos ao tronco.
Flexione as pernas, segure-os com as duas mãos e concentre o peso do corpo nos joelhos.
As roupas devem ser adequadas à estação.
Dar preferência para vestidos, pois são mais confortáveis e fáceis de vesti-los, não limitam os movimentos e mantêm a postura favorável à ação dos músculos perineais e permitem uma melhor ventilação.

Orientações Posturais Básicas
n  Levantar da cama: antes de levantar-se, mexer as mãos e pés com movimentos circulares para lubrificar estas articulações, preparando-as para o movimento.
n  Virar-se de lado e apoiar o tronco sobre o cotovelo, levando as pernas para fora da cama.
n  Evitar levantar flexionando o tronco para frente, pois esta posição promove um afastamento dos músculos reto abdominais, prejudicando assim a função de sustentação dos órgãos abdominais e sua ação durante o período expulsivo.


Melhor posição deitada





POSTURA x AMAMENTAÇÃO

ATENÇÃO!!
A amamentação na posição e tempo adequados, somados ao não uso de chupeta e mamadeira possibilitam, não só o desenvolvimento da posição correta da língua durante a deglutição, mas também da respiração nasal com a boca sempre fechada, que mais tarde se refletirá em boa capacidade de concentração na escola, comportamento tranqüilo, menor chance de infecções respiratórias (bronquites, asma) e um melhor funcionamento do aparelho digestivo livre de doenças alérgicas e infecciosas.

Amamentando
n  Sente numa poltrona confortável de preferência com braços e utilize uma pequena banqueta para apoio dos pés. 
n  Utilize um travesseiro para apoiar seu braço e o bebê de tal maneira que este fique na altura do seio.
n  O corpo do bebê deverá estar de encontro ao seu.

Sentada:                                                      

 


 Deitada:

 



Amamentando GÊMEOS!

 


PREVINA AS DORES!


Mantenha a postura correta!


Alongue-se!



 Faça exercícios!
 



Meia: evita edemas (inchaços)


Cinta: evita as dores nas costas
 



 Almofada da gestante



Almofada de amamentação

 




 LEMBRE-SE:
Amamentar deve ser um prazer para mãe e filho!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Joelho Valgo e Joelho Varo

O joelho é uma das articulações mais complexas do nosso corpo. A anatomia do joelho permite grande amplitude de movimento, onde ossos, ligamentos, meniscos, tendões e músculos atuam direta e indiretamente para que esta seja executada com maior segurança, equilíbrio e estabilidade.

A articulação do joelho é envolvida por uma cápsula fibrosa e formada por 03 ossos: o fêmur côndilos femorais), a tíbia (platô tibial) e a patela (ou rótula).


(Fonte: NETTER, Frank H. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000. )

Entre as superfícies ósseas estão os meniscos e os discos fibro-cartilaginosos, que facilitam a livre movimentação das extremidades ósseas. Eles são auxiliados pelos ligamentos que estabilizam o joelho e ajudam a amortecer os impactos sobre as cartilagens.

As alterações mais comuns do joelho são: valgo ou varo. Quando não tratadas, essas alterações levam a uma distribuição assimétrica de carga sobre os côndilos femorais e os platôs tibiais, podendo favorecer ao desenvolvimento precoce da osteoartrose. As meninas têm maior tendência aos joelhos valgos e os meninos aos joelhos varos, devido à sua própria estrutura óssea.

Os desvios dos membros inferiores podem ter várias causas. Podem ser provocados por disfunções internas, como defeito na calcificação (raquitismo, osteomalácia), displasias epifisárias, tumores benignos (como encondromas ou cistos ósseos), infecções ósseas ou seqüelas de fraturas. Ou ainda por alterações externas, como retrações musculares, excessiva debilidade dos músculos e ligamentos, traumatismos etc.

As deformidades do joelho podem determinar disfunções importantes no membro inferior que apresentam conseqüências nas atividades da vida diária (AVDs), como dificuldade de caminhar, sentar e levantar, subir e descer escadas.

JOELHO VALGO (GENO VALGO) - pernas para dentro, em tesoura ou em X


Malformação que consiste na aproximação dos joelhos e no afastamento dos pés, caracterizando uma angulação medial do joelho e desvio do eixo longitudinal da tíbia e do fêmur para fora. O indivíduo apresenta adução e rotação medial do fêmur, associadas ao excesso de rotação da tíbia. Caso o problema seja bilateral, os membros inferiores apresentam uma forma típica em X.

O valgo, frequentemente, é atribuído à frouxidão do ligamento colateral medial, provocando uma instabilidade. Em geral, promove encurtamentos das estruturas musculoligamentares. Os principais responsáveis são os músculos internos da coxa, que se encontram retraídos, auxiliados por um músculo chamado tensor da fáscia lata, que é aproveitador da situação e fixa a deformidade. Pode ser também provocado por um problema ósseo, que provoca distribuição desigual de pressões sobre o joelho.

Vale ressaltar que, o aumento do peso corporal contribui para os desequilíbrios musculares na articulação do joelho.

JOELHO VARO (GENO VARO) – pernas arqueadas

É a deformidade que consiste no arqueamento das pernas, promovendo a projeção dos joelhos para fora da linha média do corpo, o que caracteriza um afastamento dos joelhos. O indivíduo apresenta abdução do fêmur e o excesso de rotação da tíbia.


É mais raro que o joelho valgo. Entre as causas mais comuns estão o raquitismo e as malformações congênitas.


Os músculos responsáveis pelo arqueamento, que estão retraídos, são o sóleo e o bíceps femoral, auxiliados pelo tensor da fáscia lata, fixador da deformidade. Pode estar presente a frouxidão do ligamento colateral lateral. Frequentemente, vem acompanhado de hiperextensão dos joelhos.

TRATAMENTO

O geno valgo/varo fisiológico, na maioria das vezes, se corrige espontaneamente, geralmente quando a criança adquire a posição ortostática (varo) e entre dois e seis anos (valgo).

Há casos em que são indicados os aparelhos corretores ortopédicos. Nos casos mais graves, ou quando a deformidade persiste, a indicação é o tratamento cirúrgico.

Na Fisioterapia, o tratamento consiste na realização de exercícios de alongamento e fortalecimento dos grupos musculares envolvidos. A técnica de Reeducação Postural Global® (RPG) é excelente para a correção do joelho.

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CUIDE BEM DA SUA POSTURA!


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Dra. Helga Monteiro
Fisioterapeuta – Crefito: 75660-F

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Pé Plano e Pé Cavo

Os pés são estruturas importantes para a sustentação corporal e para a locomoção do nosso corpo. Constituem partes complexas do corpo humano, formadas por ossos, músculos, bursas e tendões . Seus músculos e articulações são projetados para dar estabilidade e mobilidade às outras estruturas do membro inferior.

Eles devem possuir adequado formato anatômico - inclusive com um arqueamento na sola - para favorecer a distribuição do peso corporal, o equilíbrio e a deambulação (movimentação em pé).

Além disso, devem sustentar o peso corporal quando o indivíduo está em pé, com um mínimo de gasto de energia muscular. A capacidade de se adaptarem ao meio é imprescindível, de modo que absorvam as forças mecânicas e acomodem-se às superfícies irregulares por onde andamos. Do mesmo modo, eles também precisam ter a capacidade de tornar-se uma alavanca estrutural rígida que impulsione o corpo para a frente durante a marcha ou a corrida.

Para evitar as quedas, alguns sistemas sensoriais sofisticados, que compõem o nosso sistema nervoso central (SNC), controlam a postura e as relações entre corpo e meio em que vivemos, criando estímulos e transformando-os em sinais que permitem um ajuste constante dos músculos que controlam a postura.

Atenção!
* Os movimentos mecânicos básicos dos pés são afetados pelas propriedades do controle postural e biomecânico, ou mesmo pela instabilidade dos calçados que usamos.

Veja algumas alterações morfológicas dos pés e identifique o seu tipo de pé!

Fique atento para a necessidade de tratamento. Na maioria das vezes, o uso de sapatos ou palmilhas ortopédicas, a realização de fisioterapia e terapia medicamentosa são os tratamentos indicados. Em situações extremas, podem ser necessárias as intervenções cirúrgicas.


(Adaptado de: http://www.3bscientific.es/shop/andorra/modelos-miniaturas/serie-de-pes-medart-pe-normal-pe-chato-pe-torto-mam33,5_p_5_264_681_0_398_image_full.html)

Pé plano /Pé pronado

O pé plano é uma condição muito comum. Conhecido como “pé chato”. Caracteriza-se por uma postura pronada (uma inclinação dos ossos do tornozelo para dentro) da parte posterior do pé. Além disso, ocorre uma diminuição do arco longitudinal plantar, que vai desde os dedos até o calcanhar, condição na qual a maior parte da planta do pé fica em contato com o solo.

Essa condição se instala devido ao afrouxamento ligamentar, ou da fáscia plantar, que altera a curvatura fisiológica, resultando em prejuízo na funcionalidade estrutural dos pés. Tal sobrecarga, além de produzir calosidades, impõe alterações na marcha, com conseqüente perda de equilíbrio e lesões nas áreas de impacto.

Há pessoas com o pé raso que tendem a colocar o peso corporal todo para o lado medial do pé, como resultado da redução ou ausência do arco longitudinal do pé. Nesses casos, pode haver o aparecimento de dor e outros desconfortos, nos pés e em outras regiões do corpo, como joelho, quadril e coluna, podendo atingir até a região do pescoço e da cabeça. Em contrapartida, muitas das variações dos pés planos geralmente não causam dor nem outros problemas, de modo que a pessoa com essa alteração anatômica nem sabe que a possui. Na maioria dessas situações não há necessidade de tratamento.

* Em bebês e crianças

O arco longitudinal do pé começa se formar na infância, somente após a criança iniciar seus primeiros passos. É normal bebês não apresentarem as curvaturas nos pés. Caso persista após os dois anos de idade, os pais devem estar atentos para a necessidade de um tratamento ortopédico. Os sapatos servirão como molde para que a criança não sofra com futuras deformações. Raramente será necessário o tratamento cirúrgico, que é utilizado para corrigir desvios mais graves.




Pé cavo/Pé supinado

Também conhecido como “pé arqueado”. Apresenta elevação excessiva do arco longitudinal da base plantar do pé, desde os dedos até o calcanhar. O exagero dessa curvatura, se caracteriza pela distribuiçao do peso em apenas dois pontos, o calcâneo e a cabeça dos metatarsos (dedos dos pés). Freqüentemente, ocorre um desequilíbrio na distribuição dos pontos de pressão, que pode ocasionar dores e calosidades na base dos dedos.

Caracteriza-se por apresentar rigidez excessiva e inflexibilidade, dificultando o amortecimento das forças pelas arcadas plantares. Isso pode causar dificuldades de adaptação aos calçados - que, em geral, necessitam de suporte de arco - e dor ao realizar atividades como caminhar, correr e ficar longos períodos em pé. Em casos mais graves, pode causar incapacitação importante.

Sua causa pode ser neurológica, ortopédica ou neuromuscular.

* Geralmente são observados desvios compensatórios ascendentes em joelhos, pelve e coluna, associados ao calcâneo varo.

Cuidados: A melhor forma de compensar a rigidez e a falta de amortecimento de um pé cavo será com sapatos com características contrárias às do pé. Neste caso, o ideal é procurar sapatos que ofereçam mais flexibilidade e amortecimento de impactos. Outro fator é a acomodação do pé nos sapatos: além de uma boa folga no comprimento, o pé deve ajustar sem exceder a largura do sapato, promovendo a movimentação natural do pé.


Em caso de dúvidas, procure um especialista!

Ele poderá identificar se o seu pé é normal ou patológico.
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Dra. Helga Monteiro
Fisioterapeuta – Crefito: 75660-F

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Cifose, Lordose e Escoliose

Nossa coluna vertebral é formada por várias vértebras: 7 cervicais, 12 torácicas, 5 lombares, 5 sacrais e 4 ou 5 coccígeas.

Uma coluna saudável possui quatro curvaturas fisiológicas, no sentido ântero-posterior: a Lordose cervical, a Cifose dorsal, a Lordose lombar e a Cifose sacro-coccígea. A curvatura escoliótica vai sempre ser considerada anormal por ser um desvio em sentido lateral, não fisiológico.




Quando não existe um alinhamento padrão, dizemos que surgem os desvios chamados Hipercifose (excesso de Cifose), Hiperlordose (excesso de Lordose) e Escoliose.

Hipercifose – É um exagero da curvatura posterior, geralmente encontrada na região torácica da coluna. Também chamada de dorso curvo, a Hipercifose é provocada por vícios posturais, fraqueza muscular, deficiências nutricionais (raquitismo), tuberculose óssea, fraturas e/ou luxações. A curvatura dorsal se acentua em relação ao normal principalmente quando se executa um trabalho que requer a posição curvada para frente durante muito tempo. Na coluna lombar, pode ocorrer uma inversão da curvatura anterior normal, ocasionando uma cifose lombar.

Hiperlordose – É um exagero da curvatura anterior normal para frente, encontrada nas regiões cervical e lombar. Na região torácica, pode ocorrer uma inversão da curvatura posterior normal, chamada lordose dorsal ou torácica. Na postura lordótica, aparece acompanhada por anteriorização pélvica e flexão da articulação do quadril. Entre as causas da Hiperlordose podem estar: vícios de postura, gravidez, obesidade, fraqueza dos músculos abdominais e raquitismo. Ela costuma ser pior nas mulheres que usam salto alto.



(Fonte:http://www.magnaspine.com.br/lordose.htm)

Escoliose – É um desvio patológico lateral da coluna vertebral (para a direita ou para a esquerda). A escoliose se caracteriza por apresentar tanto flexão lateral quanto rotação das vértebras. A coluna pode curvar-se em direção a um lado somente (em forma de C) ou pode ter curvaturas compensatórias (em forma de S). Pode ocorrer devido a assimetrias nas extremidades inferiores, após vícios de postura, proteção dolorosa, problemas neuromusculares, por malformação congênita ou adquirida. A escoliose congênita ou estrutural envolve uma rotação fixa das vértebras, o que a torna irreversível na maioria dos casos. A escoliose adquirida ou funcional é a mais freqüente, pode ser secundária a raquitismo, a fatores traumáticos, à tuberculose vertebral. Ela é reversível. Há também alguns casos de escoliose onde não se conhece a causa, estes são chamados idiopáticos.

(Fonte:http://www.magnaspine.com.br/escoliose.htm)

Para evitar os desvios morfológicos da coluna é necessária uma boa instrução sobre como evitar posições e atividades que induzem ao aumento das curvaturas fisiológicas, tranformando-as em patológicas.




Observe-se no espelho ou, se necessário, peça para alguém tirar uma foto sua enquanto você permanece numa posição habitual (sentado, de pé etc.) e depois na posição corrigida. No caso de uma criança, faça você mesmo e peça para ela permanecer na postura desejada. No final, compare as duas imagens e identifique os desvios apresentados na posição habitual que não devem ser estimulados no seu dia-a-dia.

Além disso, aproveite as outras dicas que já foram dadas neste Blog para cuidar bem da sua postura. Bom proveito!


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Dra. Helga Monteiro
Fisioterapeuta
Crefito 75660-F

sábado, 17 de maio de 2008

Influência do desenvolvimento e do ambiente em que se vive na postura corporal


Sabemos que é na infância que se instalam os primeiros desvios posturais, conhecidos como desvios do desenvolvimento. Durante a fase de crescimento, a coluna vertebral se torna mais vulnerável às forças mecânicas de estiramento, facilitando a progressão do aumento das curvaturas da coluna. É neste período que medidas corretivas devem ser aplicadas para evitar a evolução de um processo postural defeituoso.

A alimentação exerce forte influência sobre o desenvolvimento estrutural e funcional do organismo da criança e do adulto, devido ao valor nutricional dos alimentos. É possível que uma falha no estado nutricional causada por uma alimentação incorreta desenvolva atraso do crescimento da criança.

Alguns problemas do crescimento como excesso ou diminuição da mobilidade articular também podem ser prejudiciais. Eles podem causar lesão por distensão ou compressão nas articulações, tornando-as vulneráveis a possíveis desequilíbrios e conseqüente mau alinhamento estrutural.

Nossa postura corporal recebe influência direta do ambiente em que vivemos!

As atividades que o indivíduo executa diariamente são potencialmente limitativas ou incapacitantes. Nos casos em que não existe ainda alteração do alinhamento, existe a possibilidade que ela se desenvolva. Quando o indivíduo já apresenta tal alteração, é possível haver a piora do quadro defeituoso. Um exemplo acontece quando são realizados exercícios físicos, como ginástica e musculação, de maneira incorreta. Além disso, exercícios físicos que envolvem predominantemente um dos lados do corpo também têm efeitos nocivos ao equilíbrio muscular e vertebral (por exemplo: tênis e golfe).

As atividades ocupacionais geralmente são as maiores responsáveis por distúrbios na postura do indivíduo adulto, já que na maioria das vezes envolvem movimentos repetidos. Caso estes movimentos sejam realizados de forma errada, eles poderão causar sobrecarga tensional nas estruturais envolvidas, principalmente nos músculos.

As crianças sofrem quando estão na sala de aula, ao permanecerem sentadas por algumas horas na cadeira escolar. Deste modo, deve-se pedir aos professores para orientá-las quanto ao assento e ao encosto, posição da mesa em relação à cadeira, posição dos joelhos e dos pés.

Cuide-se! Atividades usuais como dirigir e utilizar o computador em casa podem ser consideradas atividades ocupacionais quanto aos cuidados com a postura.



CUIDADOS COM A POSTURA SÃO ESSENCIAIS PARA UMA VIDA SAUDÁVEL!!



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sexta-feira, 9 de maio de 2008

quinta-feira, 1 de maio de 2008

CUIDE BEM DA SUA POSTURA!


Manter uma boa postura é essencial para se ter uma vida saudável, uma boa respiração e, além disso, evitar as dores musculares e articulares. A manutenção da postura corporal ocorre por meio de cadeias musculares, ligamentos, fáscias, ossos e nervos, os quais promovem o alinhamento postural estático de várias articulações e segmentos corporais.

Nossa imagem corporal é formada em nosso cérebro, que processa os dados que são passados a ele através de informações sensoriais. Muitas vezes, o paciente relata que pensa estar totalmente alinhado, mesmo apresentando desvios posturais visíveis. Isto acontece porque algumas informações erradas chegam ao nosso cérebro como se estivessem corretas, através de um processo adaptativo, induzindo a um mau alinhamento postural, ocasionando os desvios da coluna vertebral: a lordose, a cifose e a escoliose.

A má postura consiste em um mau alinhamento e pode ser causa de várias lesões, que incluem músculos fracos e com pouca resistência à fadiga, restrições de movimento articular e na flexibilidade muscular, podendo em alguns casos resultar em lesão espinhal.

São vários os fatores que alteram a postura corporal: alterações musculares, alterações oclusais, postura do corpo e da cabeça, o crescimento, fatores emocionais e ocupacionais etc.

Para evitar síndromes dolorosas e disfunções posturais é necessário tomar alguns cuidados básicos, como: praticar atividade física com freqüência, alongar diariamente os grupos musculares encurtados, fortalecer a musculatura fraca e, sobretudo, evitar sobrecarga de tensão na coluna vertebral.

É na infância que costumam aparecer os sinais iniciais de desordens posturais. Se estes sinais passarem despercebidos, no futuro eles irão se manifestar de forma mais enérgica e dolorosa. Portanto, deve-se estar atento logo aos primeiros indícios de alteração na postura da criança.

Muito cuidado com a mochila da criança: não a deixe carregar muito peso nas costas e nem permita que ela carregue a mochila de rodinhas sempre do mesmo lado.

No trabalho, dê algumas pausas. Alongue antes, durante e ao final do expediente. Respire de forma lenta e suave. Se estique e alongue os músculos do pescoço, dos braços, das costas e das pernas. Organize seu espaço, de forma que você não seja obrigado a realizar muitos esforços repetitivos. Mantenha a coluna alinhada com o encosto da cadeira. Os pés devem estar encostados no chão ou em um apoio inclinado.

Evite realizar movimentos bruscos e permanecer muito tempo numa mesma postura. Para buscar um objeto no chão, dobre o quadril e os joelhos.

Na hora de dormir, coloque um travesseiro sob os joelhos para relaxar e alinhar sua coluna. Se você dorme de lado, coloque o travesseiro entre os joelhos. Ao levantar-se da cama, gire seu corpo de lado, coloque as pernas para fora da cama, apóie seu braço que está livre na cama e empurre o corpo induzindo a uma posição sentada. Desta forma, seu peso estará sendo distribuído igualmente por todas as vértebras.


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Dra. Helga Monteiro
Crefito: 75660-F